Entrevista | Maria encontrou muito mais que esperava em sua experiência ao se voluntariar a curto-prazo

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Maria encontrou muito mais que esperava em sua experiência como voluntária de curto-prazo

Maria decidiu viajar para o Brasil para fugir da sua rotina nos Países Baixos. E escolheu o projeto da Eco Caminhos como sua nova experiência de vida. Sua ideia ao se voluntariar no programa de curto-prazo era buscar um local silencioso e com paisagens lindas, que fossem totalmente diferente das quais já estava acostumada a ver no seu país. E em entrevista ao nosso site, Maria falou um pouco sobre toda essa experiência que lhe surpreendeu.

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O que você esperava encontrar aqui ao se voluntariar na Eco Caminhos antes de chegar?

Eu realmente não esperava nada, mas eu tinha um desejo. Meu desejo era sair um pouco da minha vida nos Países Baixos. Eu precisava realmente ficar distante e achar silêncio, natureza e pessoas de mente aberta. É, eu estava ansiosa por trabalhar neste projeto, mas de uma maneira bem definida envolvendo trabalho físico ao invés de mental.

O que fez com que você escolhesse o projeto da Eco Caminhos

Eu já conhecia o Bart (fundador e CEO do projeto) nos Países Baixos e eu escutei algumas boas histórias a respeito da Eco Caminhos de outras pessoas que já tinha visitado o projeto.

Você teve o que esperava nessa nova experiência? E o que você vai levar dessa experiência para a sua vida?

Eu tive muito mais que eu esperava. Eu estava mais cansada que eu pensava. Quando eu decidi vir para a Eco Caminhos eu imaginava que poderia trabalhar pesado e pensava: “Por que eles estão incluindo dias de folga em minha rotina? Eu quero trabalhar, quero fazer coisas”. Mas eu realmente precisava de um tempo para me desligar. E eu fiquei feliz que aqui eu tive muito espaço para mim, me ajudando a encontrar o que eu precisava. Eu fui capaz de me reconectar completamente comigo mesma. E essa reconexão eu levarei para a casa.

O que você mais gostou ao se voluntariar aqui na Eco Caminhos?

Isso é algo difícil de falar. Porque você está me perguntando para comparar muitas coisas bonita, criando uma competição entre elas. E isso é impossível para mim. Tem muitas coisas que eu realmente apreciei aqui. Mas eu sempre estive procurando por mais silêncio. Isso é uma coisa pessoal e que é muito difícil de achar nos Países Baixos. E conseguir entrar em contato com esse silêncio, com as montanhas, a natureza – e essa nova natureza, completamente desconhecida, com pássaros que eu não conheço, plantas e até a luminosidade. Foi uma experiência muito boa. Literalmente é tudo muito diferente do meu país natal. E eu aproveitei muito e realmente achei tudo que procurava aqui.

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Essa experiência lhe ajudou a evoluir como pessoa?

Com certeza. Depois dessa experiência eu acredito que passarei a viver pensando mais em mim que nos outros. Eu vivi uma vida servindo outras pessoas e eu aprendi e aproveitei muito com isso, mas teve um ponto que eu sabia que eu tinha que mudar essa situação e para mim a Eco Caminhos foi o local certo para fazer essa virada.

As vezes é um pouco difícil de se adaptar a locais diferentes. Qual é o conselho que você poderia dar às futuras pessoas que querem se voluntariar?

Para mim foi difícil de me adaptar. Especialmente se você vier da Europa, acredito que levará mais tempo para adaptar ao clima e a tudo de novo que se encontra por aqui. Significou também um encontro comigo mesma e isso foi muito valioso para mim. Meu conselho seria apenas seguir o fluxo e confiar que tudo ficará bem.

Sua família vai chegar na Eco Caminhos em breve. O que você espera e o que você pensa sobre a percepção da sua família sobre sua experiência aqui?

Estou ansiosa para compartilhar essa experiência com eles. Minha filha, que atualmente está escrevendo sua tese sobre diferentes maneiras de fazer agricultura, está interessada na permacultura, na agrofloresta e na maneira que esse projeto foi montado. Meu marido é um construtor e com certeza vai querer ver os projetos de bioconstrução. É muito valioso ver esses projetos que estão realmente acontecendo e funcionando. Isso nos dá esperança e perspectiva sobre uma nova maneira de viver.

O que você recomenda para os novos voluntários da Eco Caminhos?

Minha primeira recomendação é: “Faça”. E talvez: “Fique mais tempo”. Eu estou aqui por seis semanas e agora me sinto muito mais integrada que na primeira semana. É uma pena que eu tenha que ir embora quando eu realmente estava integrando e participando do projeto.

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Quais foram os seus melhores momentos aqui na Eco Caminhos?

Foram as pessoas que encorpam este projeto. Eu não vim com expectativas, mas claro, eu não esperava essa hospitalidade, interesse e integridade… Isso foi muito tocante para mim. E então eu tive momentos muito bons trabalhando na horta e no galinheiro e também em meus momentos de quietude interna. Fazendo trabalho simples, mas com profunda atenção. Eu estava aqui na Eco Caminhos por mim. O trabalho que fiz aqui foi parte de um projeto, mas foi para mim. Esses são definitivamente momentos de ouro.

O dia que fizemos o arco de pedra no galinheiro também foi um dos meus melhores momentos aqui. Tivemos muita diversão trabalhando juntos e ver ele finalizado no final do dia, sabendo que ficará lá, imaginei as galinhas passando por ele… Me fez sentir que deixei, de alguma maneira, a minha marca aqui. E não dá para esquecer das comidas. Todos os dias a comida do almoço eram boas, quentes e saudáveis. E a noite dos voluntários era ainda mais impressionante. Absolutamente um dos melhores momentos, com todo mundo fazendo seu melhor para preparar alguma coisa especial para dividir com os outros. E isso, para mim, é o que o projeto é realmente: fazer algo especial e dividir com outros.

Gostou da experiência de Maria? Você também pode ser um voluntário Eco Caminhos.

Indeciso se vale a pena? Você também pode ler como foi a experiência de Catalin.

Tanja foi outra de nossas voluntárias que falou conosco sobre sua experiência.